Da palmatória ao algoritmo: vigiar, disciplinar e punir na disputa pelo sentido da escola pública
DOI:
https://doi.org/10.68103/ea6b4779Palavras-chave:
Escola pública, Trabalho docente, Didática, Controle pedagógico, Plataformização da educaçãoResumo
O artigo analisa a função social da escola pública e da educação tomando a palmatória do Conto de Escola, de Machado de Assis, como metáfora para compreender formas de controle pedagógico. A partir da constituição histórica da escola, evidencia-se como concepções pedagógicas, organização do trabalho didático e políticas educacionais expressam disputas sobre o acesso das classes populares ao conhecimento. Examina currículo, planejamento e avaliação como dispositivos que estruturam o trabalho pedagógico. Embora instrumentos explícitos de punição tenham desaparecido, novas formas de regulação do trabalho emergem em contextos de plataformização da educação, centralização curricular e gestão por resultados – reconfigurando, por meio de avaliações em larga escala e dispositivos algorítmicos, a lógica disciplinar identificada por Foucault. Conclui-se que a superação dessa racionalidade depende da afirmação da escola como espaço da atuação do professor como mediador entre o patrimônio cultural historicamente acumulado e os sujeitos concretos que ela recebe.
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